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O que eu penso

➤ Não conheço uma capital no Brasil que tenha 14 candidatos a prefeito em 2020, além de João Pessoa. É gente demais. Desses, 11 se enquadram nos requisitos para participar de debates em rádio e televisão. Nesta quinta-feira (17), tivemos um exemplo na TV Arapuan de como devem ser esses encontros midiáticos. Por mais enxuto que o formato seja, a quantidade de participantes colocou por terra todo e qualquer dinamismo do programa. Não por culpa da emissora, o evento ficou chato, vazio, improdutivo e cansativo. Participaram do debate 10 candidatos. O ex-governador e pré-candidato pelo PSB, Ricardo Coutinho, não compareceu, por cumprir medidas cautelares que o obrigam a estar em casa das 20h às 5h. Fica o desafio para as emissoras que vão realizar debates nessa campanha: um debate ágil com 11 candidatos. Beira o impossível.

➤ Será que hibernei por meses a fio e perdi o momento do anúncio da vacina da Covid-19 e o fim da pandemia? Pois essa foi a impressão que eu tive ao ver na televisão as praias de todo o Brasil abarrotadas de pessoas ignorando solenemente qualquer regra de distanciamento social. Congestionamentos nas estradas voltaram à nossa rotina. Gente sem máscara, aglomerada, dando uma “banana” bem grande para o Coronavírus. Mas agora não adianta mais reclamar. Já foi. O jeito é rezar muito para que daqui a 14 dias não tenhamos a temida “segunda onda” de contaminação e sejamos obrigados a retroceder tudo que já avançamos, voltando à situação tenebrosa que vivemos entre março e julho. Quem, como eu, ficou em casa, lamento. Fizemos papel de otário. Espero estar errado. A conferir.

➤ Nesta segunda-feira (31) começa a temporada de convenções partidárias. Em outras palavras, é quando as legendas confirmam suas pré-candidaturas a prefeito, vice e vereador no pleito de novembro. Esse período, que vai até o dia 16 de setembro, é decisivo. Terminam os mistérios, surgem as surpresas, acontecem as definições. É hora de saber quem vai, de fato, pra disputa. Em João Pessoa, 15 pré-candidaturas estão postas. Isso sem contar com o PSB, partido do ex-prefeito e ex-governador Ricardo Coutinho, que aguarda o julgamento dele no TSE para lançá-lo à disputa pela Prefeitura da Capital. Além dele, os girassóis tem à mão, como planos “B” e “C”, a ex-secretária e esposa de RC, Amanda Rodrigues, e o deputado federal Gervasio Filho. Outra questão: quais partidos, dentre os que dão sustentação a João Azevêdo (Cidadania), vão permanecer na disputa e quais vão apoiar o ex-prefeito e ex-senador Cícero Lucena (Progressistas)? Vale lembrar que o PT tem o deputado estadual Anísio Maia, o PRTB lançou o também deputado estadual Eduardo Carneiro, o Democratas apresentou o ex-deputado Raoni Mendes e o PTB conta com Wilson Filho. E ainda: o comunicador Nilvan Ferreira (MDB) vai ser mesmo candidato ou será rifado pelo senador José Maranhão? Respostas ao longo dos próximos 17 dias. A conferir.

➤ Enfim, após uma novela quase que interminável, podemos exclamar a plenos pulmões: HABEMUS PREFEITA! Luciene de Fofinho foi a escolhida para concluir um dos mandatos municipais mais conturbados da recente história da Paraíba. Ela é a quinta pessoa a passar pelo comando da Prefeitura de Bayeux desde 2017, quando foi empossado o agora ex-prefeito Berg Lima. De lá pra cá vieram Luiz Antônio, Noquinha, Berg de novo, Jefferson Kita e finalmente Luciene. E já tá bom. Chega de tanta mudança. Agora (assim esperamos) a cidade deve encontrar sua tão sonhada estabilidade política e que a nova prefeita tenha tranquilidade para governar o município até 31 de dezembro. Um mandato curto, mas que tem a obrigação de deixar uma marca positiva no povo tão sofrido daquela cidade que não aguenta mais tanta tramoia, tanto cambalacho e tanto “muído”.

➤ Como previsto pela maioria dos analistas políticos e anunciado de forma velada pela maioria dos correligionários do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, a ex-secretária de Educação da Capital é a escolhida para disputar a Prefeitura pelo PV. A opção de Cartaxo pela concunhada tem uma explicação. Na impossibilidade legal de indicar o irmão gêmeo Lucélio e a esposa Maísa, Edilma é a pessoa da família em quem Luciano mais confia para dar continuidade ao seu projeto pessoal e político. Ele conta os dias para o pleito estadual de 2022. No primeiro discurso de Edilma, tive a impressão de presenciar a indicação de uma diretora de escola, não de uma candidata. O único tema foi a educação. Num futuro não muito distante, Edilma vai ter que saber falar sobre outros temas, como saúde, habitação, finanças, segurança, infraestrutura, desenvolvimento urbano, assistência social, pra citar alguns. A equipe de marketing do PV vai ter trabalho este ano. Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

➤ O comércio, enfim, foi liberado em João Pessoa desde segunda-feira (13). Já não era sem tempo. O povo precisava trabalhar. Mas ao contrário do que muita gente pensa, a pandemia não acabou e o Coronavírus continua entre nós. Detalhe: ele adora uma aglomeração. E o que nao falta é gente amontoada no Centro de João Pessoa. Prato cheio pra esse nosso inimigo invisível. Pra completar, nesta segunda-feira (20) é a vez das feiras livres reabrirem. Não vamos abusar da sorte para que no dia 27 tenhamos que dar um passo atrás e ver prefeito e governador fecharem tudo de novo. É preciso prudência, calma e parcimônia. A regra de ficar em casa, para quem pode, continua e se precisar sair, use máscara e nada de bater perna por aí. Ainda não é momento pra isso.

➤ Sucupira, a cidade fictícia criada por Dias Gomes para abrigar o universo de Odorico Paraguaçu em “O Bem Amado” existe e tem outro nome: Bayeux. A bem da dignidade, o agora ex-prefeito Berg Lima renunciou. O próximo passo deveria ser a realização de uma eleição (indireta, infelizmente) para escolher o novo prefeito que vai cumprir um mandato tampão até 31 de dezembro. Deveria. Isso se o prefeito interino Jefferson Kita deixar. Ele não se conforma com a efemeridade do cargo e está fazendo de tudo para impedir a realização do pleito pela Câmara Municipal. Por outro lado, os conchavos são os mais descarados possíveis para que Berg retorne à Prefeitura por meio de um laranja. Uma briga vergonhosa pelo poder. Uma patifaria só. Definitivamente o povo daquela cisade não merece os políticos que tem.

➤ A Prefeitura de João Pessoa anunciou nesta quinta-feira (2) o protocolo sanitário para circulação dos ônibus em João Pessoa a partir da próxima segunda-feira (6). No papel, a coisa mais linda do mundo. Na prática, duvido muito que funcione. Há muito tempo tentam vender a falsa imagem de que o transporte público da Capital é de qualidade. Andei muito de “busão” nessa cidade e sei do que estou falando. Ora, apenas doze passageiros em pé dentro do veículo? Não creio. Fiscalização? Há gente suficiente pra fiscalizar 250 veículos rodando a cidade? Higienização dos veículos? Quantas vezes por dia? Quanto custa tudo isso? Se as empresas estão em dificuldades financeiras desde antes da pandemia, como elas vão bancar tudo isso? Duvido muito que o cumprimento à risca desses protocolos passe da terça-feira (7). Na segunda vai ser uma festa. Tudo funcionando só pra imprensa registrar, fazer imagens e no dia seguinte tudo volta a ser “como antes no quartel de Abrantes”. Espero estar errado e pagar minha língua.

➤ Enfim as eleições municipais estão adiadas. 15 de novembro é a data da chamada “festa da democracia”, que este ano, devido à pandemia, não vai ter nada de festa. Na Paraíba, pelo menos duas pessoas curtiram esse adiamento. Falo dos prefeitos de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), e de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD). Eles tem um dilema (no caso de Cartaxo um “quadrilema”) em comum: quem indicar como candidato a sucedê-los em seus municípios. Quatro opções à mão de Cartaxo e duas à disposição de Romero, que também como característica comum, são adeptos ao “quem tem tempo não tem pressa”. A espera está prolongada. Ganhou mais alguns dias. Estratégia ou indecisão? Só o tempo dirá.

➤ Enquanto se discute o adiamento das eleições deste ano, os carros já começam a entrar na pista para a corrida pela sucessão municipal em João Pessoa. Até agora, dois pilotos já aquecem os pneus de seus bólidos: o comunicador Nilvan Ferreira (MDB), o único até agora que assumiu, de fato, que é pré-candidato, anunciando inclusive a data em que deixa o rádio e a TV; e o ex-prefeito Cícero Lucena (Progressistas), que não assume a candidatura, mas age como tal, dando entrevistas e se reunindo com partidos em busca de apoios mais sólidos. Nilvan e Cícero são, a preço de hoje, os dois que devem polarizar a disputa na Capital Paraibana. Já os grupos liderados pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), pelo atual João Azevêdo (Cidadania) e pelo prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo (PV) ainda não lançaram candidatos. Mas os nomes que eles têm à mão não são tão fortes assim. Correndo por fora, um bom nome: o do deputado estadual Eduardo Carneiro (PRTB). Vamos aguardar as convenções em agosto para ver se o cenário muda.

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